sexta-feira, 22 de maio de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Histórias da nossa Terra
Histórias de Pessoas da nossa Terra
No dia 26 de Março de 2009, a Srª Professora Lídia Valadares preparou-nos uma grande surpresa. Tivemos uma convidada, a Srª Drª Sacramento, que ocupa algum do seu tempo a escrever. Esta Senhora já está aposentada, mas continua ocupada em muitas actividades e uma delas é a escrita, que é de se lhe “tirar o chapéu”.
A Srª Drª Sacramento disse-nos que, quando era criança, vivia na Penajóia, de onde era natural, e que ainda era do tempo em que os comboios trabalhavam a carvão. Segundo o que nos contou, quando os comboios estavam prestes a entrar no túnel, todos os passageiros tinham que fechar, imediatamente, as janelas, uma vez que, funcionando a carvão, o fumo que saía deste meio de transporte entrava para dentro das carruagens.
Durante cerca de 45 minutos, para além de nos contar algumas peripécias, leu-nos, também, dois poemas e contou-nos uma história, tudo da sua autoria.
Esta Senhora tem um grande talento, no que respeita à escrita. Na minha opinião, deveríamos ter muitos momentos como este, o saber nunca ocupou lugar.
Todos nós podemos escrever livros e contar histórias, para isso, basta darmos asas à imaginação ou contar episódios da vida real.
Eu gostei muito desta sessão do Cantinho da Leitura e espero que a próxima seja tão boa como esta e o mais rapidamente possível.
Carla Sofia, nº 5, 5º 6
Histórias partilhadas
No dia 26 de Março, a nossa Professora Lídia Valadares levou uma convidada especial ao nosso Cantinho da Leitura. Tivemos connosco a Srª Drª Sacramento, que escreve narrativas e poemas fantásticos. Leu-nos dois poemas e um conto da sua autoria. Foi muito simpática, explicou-nos muitas coisas, à medida que lia os seus textos, e disse-nos que tinha escrito o conto “Primavera”, pensando nos seus tempos de criança, relembrando o que fazia no seu dia-a-dia, como se estivesse a escrever num diário.
Infelizmente, quando a Srª Drª Sacramento estava a ler e a explicar a história, tocou e não pudemos ouvir o resto.
Nós adorámos esta sessão e também adorámos a Srª Drª Sacramento. Esperemos que volte para nos ler mais textos da sua autoria e para conversar connosco.
André Magalhães, nº 2, 5º2
Diana Ribeiro, nº 6, 5º2
(Alunos do Cantinho da Leitura)
Uma Sessão Maravilhosa
A Senhora Professora Lídia Valadares quis, mais uma vez, trazer um convidado ao Cantinho da Leitura e, como era de esperar, um convidado, ou melhor, uma convidada fantástica que escreve coisas maravilhosas, a Srª Drª Sacramento.
Enquanto a Srª Drª falava daquilo que escrevera, até as paredes murmuravam entre si e discutiam sobre qual seria o mais belo dos versos, que ela e a Srª Professora declamavam, em dueto, com um sorriso aberto e fresco…
A nossa convidada não escreve apenas poesia, também escreve contos fantásticos, inspirados na Natureza que a rodeia, na nossa região, o Douro e nas recordações da sua infância. Enquanto lia algumas das passagens do seu conto “Primavera”, eu era transportada imediatamente para um mundo maravilhoso, cheio de magia…
Nesta sessão ainda falámos sobre o verso que considerávamos mais belo, dos poemas ouvidos, mas era muito difícil decidir, pelo menos, para mim!
Foi uma sessão diferente e inesquecível!
Ana Rita Pereira, nº 6, 6º5
Por favor deixem-me só
Por favor,
Deixem-me só.
Para poder saborear,
O fulgor da noite,
Das estrelas,
E do luar.
Por favor,
Deixem-me só,
No cimo dos rochedos.
Para ver o mar
E ouvir as ondas
A monologar.
Deixem-me só
Nos pinheirais,
Para escutar o vento a sibilar.
Deixem-me só,
No cimo do monte,
Para ouvir o barulho do silêncio,
E ver a lua
A namorar a escuridão.
Por favor,
Deixem-me só,
Para poder sonhar.
Maria
A PRIMAVERA
Soaram as Ave – Marias.
O dia clareou, e o sol conseguiu escapulir-se por entre a vaporosidade do nevoeiro.
Um passarinho veio pipilar ao peitoril da minha janela, qual arauto a anunciar a Primavera e o finar da letargia da Natureza.
Ao vê-lo escancaro a vidraça da minha infância. Com o Marão a avivar-me as linhas do horizonte da memória; os rabelos a inebriarem as minhas fantasias de menina; o comboio a vapor a embalar a serenidade do meu dia a dia, rememoro as sensações que então percebi e senti:
As camélias sorriam.
As mimosas espreguiçavam-se pelas encostas.
Os córregos ciciavam joviais murmúrios.
As andorinhas instalavam-se nos beirais e os melros, com a sua batuta amarela, regiam a orquestra da passarada aguçando o apetite que saciariam quando as cerejas começassem a ruborizar.
De onde em onde as florinhas silvestres espreitavam a medo, como que a esquivarem-se de um beijo furtivo das borboletas ou das abelhinhas.
Os montes, até então plúmbeos, deixavam de franzir o sobrolho e cobriam-se de rosmaninho, tojo, giesta, urze e carqueja.
Com o seu ar altaneiro, radiosos, abriam os braços parecendo querer comungar do júbilo que pairava na aldeia. Quando o sol vinha osculá-los tornavam-se ainda mais resplandecentes.
Debruçadas nos seus socalcos doirados, as videiras começavam a vicejar.
As crianças, de sacola a tiracolo, espinoteavam pelas azinhagas. Jogando à bola ao pião e ao arco, chegavam finalmente à “Catedral da Alfabetização”.
Ranchos de moçoilas e efebos iam campos fora ajudar a emprenhar os novos seres que ora despontavam. Entoavam lindas canções, que a voragem do tempo inexoravelmente desvaneceu.
A Natureza vestia o seu traje de gala para receber a Ressurreição do Senhor, era o tempo da cerejeira em flor!
Era também tempo de Páscoa!
Após uma semana de profundo recolhimento, meditação e introspecção, por fim dealbava o Sábado de Aleluia, com os sinos a repicarem e os foguetes a troarem no ar, aquém e além Doiro, anunciando-nos que Jesus Cristo havia Ressuscitado, libertando-nos para sempre dos grilhões da morte e do pecado.
No Domingo de Páscoa, com as nossas almas e os nossos corpos isentos de mácula, lá íamos logo pela manhã à missa para receber Jesus Renovado.
Pela aldeia entoava o tilintar da campainha que acompanhava o senhor Padre (com a sua sotaina preta, orlada de branco e tricórnio na cabeça) e os acólitos, com opas brancas e vermelhas, na Visita Pascal.
Por atalhos e vielas, quais rosas saltitantes, lá iam de casa em casa levar a Cruz a beijar.
Rebuscavam-se nas arcas de couro ou de madeira as toalhas de linho, impregnadas de tomilho e alfazema, para serem colocadas na mesa onde iria ser recebido o compasso.
Todas as casas, mesmo as mais humildes, cheiravam a cera e a lavado.
A fragrância do alecrim, glicínia, jasmim e limonete, misturava-se com o cheiro do cabrito assado, no forno a lenha, e da canela que ornava as prateiras de aletria.
Pairava no ar uma apetitosa e odorífera mistura, que o tempo não conseguiu dissipar da minha memória.
A Natureza, com as suas vestes multicolores, extravasava de eupatia e irrequietude fazendo lembrar a meninice, de laço na cabeça e bibe vaporoso, a esvoaçar sobre as searas ondeantes salpicadas de papoilas.
Maria
quinta-feira, 5 de março de 2009
Escritora/Investigadora Manuela Vaquero
Fausto Guedes Teixeira na Escola B. 2,3 de Lamego
Nos passados dias 5 e 9 de Março, pelas 16h 30m, realizou-se no auditório da Escola B. 2,3 de Lamego, no âmbito do projecto “Ler é Prazer”, uma sessão sobre o poeta lamecense – Fausto Guedes Teixeira, dinamizada pela Senhora Doutora Manuela Vaquero, investigadora deste poeta e autora do livro “Fausto Guedes Teixeira – O Meu Livro – Uma Leitura”. Assistiram à sessão alunos e professores desta escola, que encheram o auditório.
Pretendeu-se, assim, dar a conhecer a um público cada vez mais amplo este grande poeta da nossa terra, incentivando alunos e Comunidade Educativa ao estudo e conhecimento da sua vida e obra.
A Senhora Doutora Manuela Vaquero falou dos aspectos mais relevantes da biografia e bibliografia de Fausto Guedes Teixeira, salientou o seu imenso amor pela Natureza, referiu os seus fascínios, também não esqueceu as suas fragilidades (lembrando que era humano), mencionou lugares, edifícios, objectos e monumentos que lhe estavam associados, nesta cidade, destacou os seus contemporâneos mais notáveis na área da literatura e ilustrou os momentos ou aspectos mais significativos com projecção de imagens alusivas. Desta forma, partilhando com os presentes os seus conhecimentos e contagiando-os com o seu apreço por esta figura de destaque literário, foi seduzindo o público, que se revelava interessado e curioso.
Lembrando o amor que o poeta nutria pela Natureza, alunos do Cantinho da Leitura (onde a Srª Drª Manuela já tinha falado deste ilustre lamecense) disseram os poemas: “A morte das árvores” e “O meu cão”. É de salientar que vários alunos demonstraram um enorme interesse em dizer estes poemas, escolhendo as estrofes que consideravam mais bonitas ou significativas para eles. Foi muito gratificante descobrir-lhes este gosto, sinal evidente de que a semente lá ficou… Parabéns, Senhora Professora Manuela!
O Senhor Professor Adriano Guerra, para além de colaborar na projecção das imagens, disse três poemas como só ele sabe fazer! “Hora Bendita”, Os Seus Olhos” e “O Passarinho” extasiaram o público que acolheu as suas palavras vividas, sentidas, com um silêncio expressivo das suas emoções. Que bonito momento de poesia!... Sempre surpreendente, Senhor Professor Adriano!
Nos dias imediatos a esta sessão, vários alunos me abordaram, solicitando-me alguns poemas de Fausto Guedes Teixeira. Os mais requisitados foram: “O Passarinho”, em primeiro lugar, seguindo-se “O meu cão” e, depois, “A morte das árvores”. Portanto, não tenhamos dúvidas de que se incentivou o gosto pelo conhecimento da obra desta figura literária de Lamego.
Bem-haja, Senhora Doutora Manuela Vaquero, pela sua disponibilidade, generosidade, simpatia e pelo seu contributo em prol do enriquecimento literário dos nossos alunos.
Lídia Valadares
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O Arlequim
A história que vou contar passou-se há muitos anos, em Itália, aquele país da Europa que tem a forma de uma bota de cano alto. Pois esta história teve lugar, exactamente, em Veneza, uma das mais belas e originais cidades do mundo.
O Arlequim
A história que vou contar passou-se há muitos anos, em Itália, aquele país da Europa que tem a forma de uma bota de cano alto. Pois esta história teve lugar, exactamente, em Veneza, uma das mais belas e originais cidades do mundo. Esta cidade, situada a nordeste da Itália, isto é, mesmo no cimo do cano da bota, do lado direito, foi construída sobre dezenas de ilhas pequenas, muito próximas umas das outras. Ora, já estão a imaginar o efeito, não estão? Os canais de água que separam as ilhas onde estão as habitações são o equivalente às nossas ruas de cidade. São uma espécie de ruas de água. Só que, nestes canais, não circulam carros, nem autocarros, como é evidente, mas vários tipos de barcos, embora os mais típicos desta zona sejam as gôndolas. Há também algumas pontes para se poder atravessar de uma margem para a outra. E tudo isto dá um aspecto raro e magnífico a este local, parece uma cidade de um conto de fadas!
Agora, que já estamos a ver o sítio, vamos à lenda.
Dizem que tudo se passou na época do Carnaval. Como já devem saber, o Carnaval de Veneza é muito famoso. As pessoas disfarçam-se para sair à rua, usando as célebres máscaras venezianas e trajes muito elegantes, dos séculos XVII e XVIII. Durante vários dias, realizam-se desfiles pela cidade e, à noite, há faustosos bailes em salões. Ninguém se conhece, tudo anda disfarçado, fingindo ser príncipe ou princesa, rei ou rainha, dama da corte, cavaleiro da noite, Pierrot, fada, uma personagem célebre, enfim, o que deseja ser, por algum tempo… Parece o reino da fantasia!
Ora, num imponente e belíssimo palácio de Veneza, mesmo no final do Canal Grande, a principal “rua de água” de Veneza, vivia uma condessa muito rica que, todos os anos, no Carnaval, organizava um magnífico baile de máscaras, para o qual convidava todos os rapazes e raparigas da cidade. Fazia, apenas, uma exigência: todos os convidados tinham de ir mascarados. Era premiado aquele ou aquela que melhor se apresentasse. Era uma festa e uma azáfama! Durante vários dias, as mães dos jovens esforçavam-se por confeccionar os mais belos fatos, para que os seus filhos pudessem ganhar o prémio. Era uma alegria indescritível. Bem, mas não para todos… Arlequim estava tristíssimo, pois era muito pobre e a sua mãe não poderia fazer-lhe o traje. Sim, chamava-se Arlequim, poderia ser Arlexico, Arlezé, Arletó, mas não, era Arlequim, um nome muito curioso, não acham?
Os amigos andavam preocupados com a situação do Arlequim, pois gostavam muito dele. Era um rapaz muito simpático, divertido, sincero, leal, tolerante, generoso e, portanto, muito estimado pelos companheiros.
- Não estejas triste! – animava-o Giulia com ternura.
- Tens de vir connosco, Arlequim! – dizia Francesco, inconformado.
- Como? – perguntava Arlequim – Os trajes são luxuosos e, como vós sabeis, a minha família não tem dinheiro para isso.
- Mas tem uma alma mais nobre do que a de muitos ricos! – consolava-o Valentina, com convicção e doçura.
Arlequim sorria com melancolia e gracejava:
- Obrigado, meus amigos, mas não posso ir vestido com a alma!
E da boca dos seus amigos saíam palavras doces, macias, quentes, daquelas que nos beijam, nos abraçam e nos aconchegam, quando estamos tristes.
Como já era tarde, abandonaram a Praça de S. Marcos, onde se encontravam, e dirigiram-se para suas casas.
Pietro, Marco, Leonardo e Martina faziam juntos o trajecto, pois moravam próximos, mas caminhavam em silêncio, pensativos, com o coração anoitecido. Atravessaram a Ponte de Rialto, mas não riam, nem alto, nem baixo, não estavam para graças. Mais adiante, atravessaram a Ponte dos Suspiros e suspiraram:
- Temos de fazer alguma coisa, temos de arranjar uma solução para que o Arlequim possa ir ao baile. Ele está sempre pronto a ajudar-nos e a amizade tem de ser recíproca.
Sem o Arlequim saber, no dia seguinte, reuniram-se todos na Ponte dos Descalços (mas iam calçados) e, como várias cabeças pensam melhor do que uma só, num verdadeiro trabalho de equipa, procuraram resolver aquele problema.
- Então, descobriram alguma solução? – perguntou Marco, ansioso.
- Olhem, tive uma ideia! – anunciou Pietro, que era o mais expedito – E se lhe déssemos os restos dos tecidos que sobrarem dos nossos fatos?
- Os restos?! Francamente, Pietro, que disparate! Para que lhe serviriam os restos?
Seguiram-se alguns segundos de silêncio em que todos remoeram a sugestão apresentada. De repente, Martina, sempre mais ponderada, declarou:
- Não me parece má ideia. Com os restos, sempre poderá fazer um traje qualquer, mesmo que seja mais simples. O que interessa é ir connosco ao baile. Além do mais, não me ocorre outra hipótese.
- Não se esqueçam que, naquela família, o que falta em dinheiro, abunda em vontade, persistência e imaginação. E eu tenho a certeza de que eles vão conseguir fazer qualquer coisa - acrescentou Pietro.
E a ideia foi posta em prática.
A mãe do Arlequim observou os retalhos com muita atenção, pensou-os demoradamente, estudou-os com muito amor e, com criatividade e bom gosto, imaginou um modelo genial: cortou vários losangos da mesma dimensão, combinou-os habilidosamente e conseguiu fazer uma fantasia multicolorida e deslumbrante. Nunca se tinha visto nada deste género!
E, assim, Arlequim pôde entrar no palácio, acompanhado pelos seus amigos, que o contemplavam fascinados e orgulhosos. Realmente, o seu fato parecia ter saído das mãos de um costureiro famoso ou de um pintor célebre que tivesse pintado cuidadosamente muitos losangos de várias cores! Todos o apreciavam extasiados.
A condessa, quando o viu no seu salão, demorou longamente o seu olhar naquela obra de arte e, simultaneamente admirada e maravilhada, dirigindo-se a ele, perguntou-lhe:
- Como arranjaste esse traje tão lindo?
Arlequim, com alegria e emoção, respondeu:
- O meu fato foi feito com a bondade dos meus amigos e com o coração da minha mãe.
E, nesse ano, foi precisamente Arlequim quem ganhou o prémio por se ter apresentado com o fato mais bonito e original.
Diz-se, ainda, que dançou toda a noite com a filha da condessa, uma jovem lindíssima, com cabelos cor-do-sol, olhos cor-do-céu e a alma cor-da-lua que ilumina a maior escuridão.
O final? Soltem a vossa imaginação e adivinhem-no!...
Lídia Valadares
01/02/2009
O Carnaval no Cantinho da Leitura
No dia 19 de Fevereiro de 2009,a Srª Professora Lídia Valadares lembrou-se de nos ler a tão conhecida história do Arlequim, mas desta vez escrita por ela.
Neste conto, havia um menino chamado Arlequim, que era muito pobre. Em Veneza, uma condessa organizava, todos os anos, uma festa para a qual era obrigatório ir-se mascarado e quem melhor se apresentasse ganharia um prémio. Arlequim não tinha posses para fazer o seu fato e os seus amigos, como gostavam muito dele, pensaram em ajudá-lo. Decidiram, então, juntar os restos dos seus fatos e oferecer-lhos.
A mãe de Arlequim, ao reparar nos recortes dos tecidos, teve uma ideia fantástica: fazer o fato do filho com losangos da mesma medida e de várias cores. Deste modo, Arlequim foi considerado o mais bem vestido da festa, recebendo o prémio. Quando a condessa lhe perguntou quem lhe tinha feito aquele bonito e original traje, ele respondeu: “Este fato foi feito com a bondade dos meus amigos e o amor da minha mãe.”
É normal a história acabar aqui, mas a Srª Professora continuou contando que Arlequim dançou com a filha da condessa durante toda a noite e, depois, disse-nos para libertarmos a imaginação e continuar a história…
Durante toda a história, a Srª Professora deliciou-nos com fotografias maravilhosas de Veneza e retratos de Arlequim, para além da fabulosa música italiana.
No final, houve dança entre alguns meninos do Cantinho da Leitura e a Srª Professora.
Também estiveram a assistir outros professores, mas só a Srª Professora Cidália ficou até ao fim e dançou com a Srª Professora Lídia Valadares.
Como todas as outras sessões, esta foi magnífica e espero que continuem assim!
Ana Carolina Monteiro Martinho,nº2, 6º5
(Aluna do Cantinho da Leitura)
Desta vez, estivemos em Veneza!
No dia 19 de Fevereiro, a Senhora Professora Lídia Valadares contou-nos uma história lindíssima, que se passou na altura do Carnaval, em Veneza. A Professora levou uma máscara muito engraçada e bonita e leu-nos a lenda do Arlequim.
Esta história tem uma mensagem de amizade e de amor maravilhosa!
Eu gostei muito desta sessão do Cantinho da Leitura. Imaginei-me em Veneza, a andar de gôndola naquelas “ruas de água” e a dançar no baile de máscaras, no Palácio da Condessa, com um vestido muito bonito, feito pela minha mãe!...
Carla Sofia, nº5, 5º6
(Aluna do Cantinho da Leitura)
Arlequim no Cantinho da Leitura
A Senhora Professora Lídia Valadares quis fazer-nos mais uma surpresa, sim, porque já não é a primeira! Achou por bem trazer-nos a lenda do Arlequim, um rapaz pobre, mas feliz.
Este jovem, o Arlequim, andava triste, cabisbaixo como uma flor murcha que já não apanha raios de Sol e não se delicia com uma boa água fresca há muitos dias. A razão desta tristeza era o grande baile de máscaras de Veneza, ao qual ele não poderia ir pois, como já referi atrás, não tinha dinheiro para comprar o seu fato, condição necessária para lá entrar.
Os amigos andavam preocupados, queriam muito que Arlequim fosse àquele baile. Tanto pensaram para arranjar uma solução que tiveram uma ideia. Com os restos dos tecidos que sobraram dos seus fatos, acharam que a mãe do seu querido e adorado amigo poderia fazer um para o seu filho.
Dito e feito, a mãe fez um traje aos losangos de muitas cores e o Arlequim foi ao baile e ganhou o primeiro prémio, por ter usado o fato mais original.
A nossa Professora, que adora surpreender-nos, não ficou muito satisfeita com este final e decidiu acrescentar que o nosso amigo Arlequim tinha dançado, durante toda a noite, com a filha da condessa.
Adorei esta sessão! Sabem, parecia mesmo que o nosso amigo tinha estado lá e que tinha viajado, de propósito, no comboio prateado, cor das estrelas que nos ensinam o caminho que devemos tomar.
Mas, caros amigos, mesmo assim, não fiquei muito convencida com esta conclusão, por isso, eu própria, vou acrescentar mais um pouco. Ora… ouçam!
… No dia seguinte, Arlequim contou à mãe o que tinha acontecido e confessou-lhe que estava apaixonado pela filha da condessa, mas tinha medo de o demonstrar pois, se chegasse aos ouvidos do conde, iria ter sarilhos! O conde era muito conservador e, para piorar as coisas, Arlequim era pobre, portanto este namoro nunca poderia ser permitido.
Certo dia, a filha da condessa foi a casa do nosso amigo e decidiram passear de gôndola pelo Grande Canal, mas não tiveram muita sorte, pois, quando Arlequim se ia declarar à sua amada, o conde apareceu e armou um escândalo.
Passaram-se anos e eles continuavam apaixonados. Entretanto, a mãe de Arlequim já tinha morrido.
E, num lindo dia de Sol, eles fugiram de Veneza, no seu comboio cintilante. Até hoje, ninguém conhece o seu paradeiro.
Estejam atentos! Quem sabe se não estão alojados numa bela nuvem ou num recanto escondido de vossas casas?!
Espero que tenham gostado!
Ana Rita Pereira, nº 6, 6º 5
(Aluna do Cantinho da Leitura)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Os Músicos de Bremen
No dia 26 de Janeiro, veio ao nosso “Cantinho”, a Senhora Professora Elisabete Moreira e trouxe com ela uma história muito engraçada – “Os Músicos de Bremen” – um conto de Grimm.
Os Músicos de Bremen
No dia 26 de Janeiro, veio ao nosso “Cantinho”, a Senhora Professora Elisabete Moreira e trouxe com ela uma história muito engraçada – “Os Músicos de Bremen” – um conto de Grimm.
Começou por nos dizer onde se passava a história e localizámos, no mapa, o país – Alemanha e a cidade – Bremen.
Depois, leu-nos a história em que participavam quatro animais: um burro, um cão, um gato e um galo. Os donos destes animais, como estes já eram velhos, queriam desfazer-se deles (imaginem a crueldade!). Então, os animais decidiram fugir de suas casas, encontraram-se, resolveram ser músicos e organizar uma banda. Já estão a imaginar o coro, não estão? Nós até fizemos um concerto com as suas vozes: cada grupo imitava a voz de um animal… e foi espectacular!
Em seguida, organizámos as imagens de uma banda desenhada que ilustrava as partes da história e, finalmente, completámos e organizámos frases inscritas no mapa da Alemanha, fazendo, assim, o resumo do conto.
Ficámos à espera que volte de novo, Senhora Professora Elisabete, pois adorámos esta sessão!
Alunos do Cantinho da Leitura
Os Músicos de Bremen
No dia 12 de Fevereiro, o Cantinho da Leitura teve uma grande surpresa. A Senhora Professora Lídia convidou a Senhora Professora Elisabete Moreira, que nos veio contar uma história muito engraçada, onde entravam animais e ladrões – “Os Músicos de Bremen”, de Grimm.
A história falava de um burro, um galo, um cão e um gato, que tinham fugido da morte e ido parar a uma casa de ladrões. Espreitaram pela janela e viram uma mesa cheia de comida. Ora, como estavam com fome, decidiram assustar os ladrões, e assustaram-nos tanto que eles fugiram cheios de medo. Os animais entraram na casa, comeram e, depois, foram cada um para seu canto dormir.
Entretanto, o chefe dos ladrões mandou um deles ir averiguar o que realmente se passava na casa, mas, quando lá chegou, os animais atacaram-no e assustaram-no. Ele fugiu com tanto medo e fez um relato tão horrível ao chefe que todos fugiram.
Assim, os animais ficaram a viver na casa dos ladrões muito felizes.
Carla Sofia, nº5, 5º6
(Aluna do Cantinho da Leitura)
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Mia Couto
Um escritor no Cantinho da Leitura-António Martins
Assim, se fomenta o gosto pela leitura e pelos livros, se estimula a criatividade e se incentiva a apreciar a beleza das palavras…
Mia Couto no Cantinho da Leitura
No dia 15 de Janeiro de 2009, o Sr. Professor António Martins, que publicou um livro intitulado “O Fantástico nos Contos de Mia Couto”, veio ao nosso Cantinho da Leitura. Tínhamos, então, um escritor no nosso “Cantinho”, como a Srª Professora Lídia tinha prometido. Ou melhor, dois, porque o escritor António Martins veio falar do escritor Mia Couto.
Começou por nos mostrar algumas imagens sobre Mia Couto e explicou-nos a razão do seu pseudónimo: “Mia”, porque lhe tinham dado este nome, quando era pequeno, devido à sua grande paixão pelos gatos; “Couto”, porque era o seu próprio apelido. Um momento divertido foi quando o Sr. Professor António Martins nos disse para miarmos todos. E nós, muito animados, miámos, em honra do nosso “Mia”.
Apresentou-nos alguns dados biográficos e bibliográficos deste escritor. Achámos muito interessantes certos títulos de alguns livros (“Terra Sonâmbula”, “Vinte e Zinco”, “O Outro Pé da Sereia””…) e alguns nomes de personagens (Francolino, Agualberto Salvo-Erro, Tãobela, Marcelinda…). Comentámos estas palavras e expressões, brincámos com elas e inventámos, recriámos outras…
Foi o máximo!
Diana Ferreira Ribeiro, nº6, 5º2
Ana Rita Fonseca Monteiro, nº 1, 5º2
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Fausto Guedes Teixeira
Fausto Guedes Teixeira na Escola B. 2,3 de Lamego
Nos passados dias 5 e 9 de Março, pelas 16h 30m, realizou-se no auditório da Escola B. 2,3 de Lamego, no âmbito do projecto “Ler é Prazer”, uma sessão sobre o poeta lamecense – Fausto Guedes Teixeira, dinamizada pela Senhora Doutora Manuela Vaquero, investigadora deste poeta e autora do livro “Fausto Guedes Teixeira – O Meu Livro – Uma Leitura”. Assistiram à sessão alunos e professores desta escola, que encheram o auditório.
Pretendeu-se, assim, dar a conhecer a um público cada vez mais amplo este grande poeta da nossa terra, incentivando alunos e Comunidade Educativa ao estudo e conhecimento da sua vida e obra.
A Senhora Doutora Manuela Vaquero falou dos aspectos mais relevantes da biografia e bibliografia de Fausto Guedes Teixeira, salientou o seu imenso amor pela Natureza, referiu os seus fascínios, também não esqueceu as suas fragilidades (lembrando que era humano), mencionou lugares, edifícios, objectos e monumentos que lhe estavam associados, nesta cidade, destacou os seus contemporâneos mais notáveis na área da literatura e ilustrou os momentos ou aspectos mais significativos com projecção de imagens alusivas. Desta forma, partilhando com os presentes os seus conhecimentos e contagiando-os com o seu apreço por esta figura de destaque literário, foi seduzindo o público, que se revelava interessado e curioso.
Lembrando o amor que o poeta nutria pela Natureza, alunos do Cantinho da Leitura (onde a Srª Drª Manuela já tinha falado deste ilustre lamecense) disseram os poemas: “A morte das árvores” e “O meu cão”. É de salientar que vários alunos demonstraram um enorme interesse em dizer estes poemas, escolhendo as estrofes que consideravam mais bonitas ou significativas para eles. Foi muito gratificante descobrir-lhes este gosto, sinal evidente de que a semente lá ficou… Parabéns, Senhora Professora Manuela!
O Senhor Professor Adriano Guerra, para além de colaborar na projecção das imagens, disse três poemas como só ele sabe fazer! “Hora Bendita”, Os Seus Olhos” e “O Passarinho” extasiaram o público que acolheu as suas palavras vividas, sentidas, com um silêncio expressivo das suas emoções. Que bonito momento de poesia!... Sempre surpreendente, Senhor Professor Adriano!
Nos dias imediatos a esta sessão, vários alunos me abordaram, solicitando-me alguns poemas de Fausto Guedes Teixeira. Os mais requisitados foram: “O Passarinho”, em primeiro lugar, seguindo-se “O meu cão” e, depois, “A morte das árvores”. Portanto, não tenhamos dúvidas de que se incentivou o gosto pelo conhecimento da obra desta figura literária de Lamego.
Bem-haja, Senhora Doutora Manuela Vaquero, pela sua disponibilidade, generosidade, simpatia e pelo seu contributo em prol do enriquecimento literário dos nossos alunos.
Lídia Valadares
CANTINHO DA LEITURA
Fausto Guedes Teixeira no Cantinho da Leitura
A Senhora Professora Lídia Valadares convidou a Senhora Professora Manuela Vaquero para vir ao nosso “Cantinho”, falar sobre o poeta lamecense Fausto Guedes Teixeira, que nasceu em 1871 e morreu em 1940. Escreveu vários poemas lindíssimos, contudo a sua obra tem sido pouco conhecida. Esperemos que, a partir do trabalho de investigação realizado pela Srª Professora Manuela Vaquero e da publicação do seu livro “Fausto Guedes Teixeira - O Meu Livro – Uma Leitura “, este autor e a sua obra sejam conhecidos e o seu valor reconhecido.
A cidade de Lamego prestou-lhe homenagem, colocando o seu busto em frente da Câmara.
Depois da Srª Professora Manuela Vaquero ter falado de alguns aspectos da vida e obra de Fausto Guedes Teixeira, leu o poema “Morte das Árvores”, em que o poeta escreve o que sentiu quando três árvores foram derrubadas por um forte vendaval durante a noite: uma delas era um cedro; outra, um loureiro, onde os passarinhos e os pombos faziam os seus ninhos, e a terceira, uma acácia, em cujas folhas belas escrevia, muitas vezes, em pensamento.
Outro poema lido foi as vindimas , em que o autor descreve o ambiente que rodeia as vinhas e o trabalho das vindimas.
O poema que mais comoveu a maioria dos alunos foi “O Passarinho”. Ficámos comovidos pela maneira sentida como o Sr. Professor Adriano o disse e, também, pela mensagem. Fala de um rapazinho (o próprio autor) que pegou num ninho com um passarinho para oferecer à sua mãe. Este poema é bonito porque o gesto do rapazinho era de ternura para com a sua mãe, mas, pouco depois, o rapaz sentiu tristeza, pois percebeu que a mãe do passarinho estava a sofrer visto que ficava sem o seu filhote. Nós, rapazes, fazemos muitas coisas que, à primeira vista, são gestos bonitos, mas esquecemos que podemos estar a magoar alguém.
O meu poema favorito é “O Meu Cão”. Foi lido pela Srª Professora Lídia e trata das recordações boas e das saudades que o poeta sente pelo seu cão. Eu também tenho um cão do qual gosto muito e, por isso, o que o poeta escreveu é o que eu sinto em relação ao meu cão.
Gostei muito desta sessão, porque foi diferente e fiquei a conhecer um poeta da nossa cidade – Fausto Guedes Teixeira.
Manuel Augusto S. T. Almeida
Cantinho da Leitura,
Escola E. B. 2,3 de Lamego, Dezembro de 2008
